É um cantinho destinado a meus textos poéticos, contos e afins. Aqui relato devaneios da alma e verdades da vida. Deleite-se com as ditas em forma de poesia. Beijos na alma. Rosângela Rosa Lopes (Rô Lopes) (Rô Lopes)
domingo, 16 de dezembro de 2012
Sedenta...
Estou sedenta de beijos
Sedenta...
Rô Lopes
Estou sedenta de beijos
Que podem ser trocados,
Roubados, molhados, abrasados.
Que sacie o meu querer
Roubados, molhados, abrasados.
Que sacie o meu querer
E tem que ser bem caprichado!
Quero beijos colados que nem se respira,
Quero beijos colados que nem se respira,
Beijos entrelaçados daqueles que o peito suspira
De paixão, de desejo, com vontade... Abrasado
Um beijo bem demorado, picante,
De paixão, de desejo, com vontade... Abrasado
Um beijo bem demorado, picante,
Com tempero de pecado.
Também quero beijos de mansinho
Repletos de ternura meiguice e muito carinho
Selados, doces e insinuados
Afetuosos e brandos beijinhos...
Anseio beijos demorados
Com carícias mil e inovados
Beijos sem fronteiras, impulsionados
Daqueles de adolescentes, de eternos namorados!
Dizem de um beijo gostoso,
Também quero beijos de mansinho
Repletos de ternura meiguice e muito carinho
Selados, doces e insinuados
Afetuosos e brandos beijinhos...
Anseio beijos demorados
Com carícias mil e inovados
Beijos sem fronteiras, impulsionados
Daqueles de adolescentes, de eternos namorados!
Dizem de um beijo gostoso,
Ele é o beijo paixão
Você fica em euforia, chega perder o fôlego
E acelera arritmicamente o coração.
Estou sedenta de beijos sem pudor
Com sentimento, doçura, frenesi e ardor!
E por falar tanto em beijo
Você fica em euforia, chega perder o fôlego
E acelera arritmicamente o coração.
Estou sedenta de beijos sem pudor
Com sentimento, doçura, frenesi e ardor!
E por falar tanto em beijo
Senti dentro de mim um furor
Porque estes beijos que eu quero
São só os teus... Meu amor!
Vontade dos teus beijos...
Sedenta!
(Alimento Alma Brasileira/2009)
Um Tango
Rosângela Rosa Lopes
(Rô Lopes)
Venha!
Vamos dançar um tango
E me dispa no salão
(Com)passo cadenciado
Lindo tango aveludado
De um colorido sutil
Sorrindo como as rosas
Sob o céu azul anil
Venha!
É o tango que ensandece
O envolver das mãos
O fitar de olhos
Falso rubor nas faces
O entrelaçar das pernas
O envolver intimidades
E o deslizar no salão
Tomando olhares atentos
Como águias no céu
Rompendo a imensidão
É um tango, somente um tango
Disfarçado de alegria
Onde pares se trejeitam
Com lindas alegorias
Por que em sua essência
O tango esconde a mais aflitiva melancolia
O tango... É um trivial simples
Da tristeza do dia-a-dia...
Antes... Dança de bordel
Hoje... De iluminados salões
Nasceu num cabaré
Domando corações
De bordel, de cabaré...
De salão, um par... multidão...
Solitário? Não sei a razão!
O tango me faz esquecer
Aquele (ser) que um dia amei.
Desnude-se... É só começar
Há muito me desnudei
Um tango... Somente um
Dê-me a honra.
Vamos bailar!
(Alimento Alma Brasileira/2009)
O tempo do tempo
Rosângela Rosa Lopes
(Rô Lopes)
O tilintar das taças
O bailar a valsa
O selo de um beijo
Início de vida a dois
Champanhe a borbulhar
Ocasião... Comemorando,
Felicidades a desejar,
Momento especial... Amando!
Um gole sorvendo o mel
Lábios a se deliciar
Envolvendo estrelas do céu
Um par de taças a brindar.
Instantes de verdades,
Momentos de saudades,
Tanto a recordar...
Passado relembrança,
O tempo foi... Sem avisar,
Agora... Fagulhas de esperança.
Risadas, choro, emoção,
Momentos ardentes de paixão,
Instantes que foram marcados
Ressurgiram no coração.
Nada vai retornar,
O tempo veio a mostrar
O tempo do tempo
A idade de sonhos e ilusão
É hoje... Tão-somente...
Uma doce ou triste
Recordação!
(Alimento Alma Brasileira/2009)
A Madrugada e o Amor
Rosângela Rosa Lopes
(Rô Lopes)
Madrugada rompendo aurora
Lua ainda em fulgor
Quando te vi naquele instante
Coração disse: é o amor
Aproximou-se da janela sorrindo
No ímpeto de meus lábios beijar
A brisa cumplice bailou
Abrindo porta... Convite a entrar
Fitei teus olhos envolventes a me olhar
Estremeci tamanha emoção
Vi neles a profundeza do mar
Ah! Como envolveu minha alma
Arrancando-me do cárcere da solidão
Afagou-me em abraço com calma
Que delicioso carinho... Sensação
Embeveci com sua boca delineada
Esculpi meus lábios aos seus
Agradeci a noite a despedir
Pássaros cantando...
Amanheceu!
Nós somos enamorados a sorrir
O amor o tempo venceu...
Madrugada... Brisa
Bocas... Olhares... Abraços
Despertar de um amanhecer
Amor vencendo o tempo
Enamorados...
Esculpidos beijos
Eu sou tua...
Você é meu!
O tempo se foi...
O amor venceu!
(Alimento Alma Brasileira/2009)
Foram pérfidos
Rosângela Rosa Lopes)
Rô Lopes
Alguns lábios beijei
Muitos ou poucos não sei
Beijos pérfidos que no passado ficaram
E agora... Relembrei.
Por que...
Daqueles lábios
Que nos meus tocaram
Não foram beijos de amor
Enganei-os e me enganaram
Sedução (risos)
Beijos, lábios,
São carícias alvoroçadas
Não sinto saudades
Pra trás ficaram,
Se foram em revoadas
Beijos, toques, são palpitantes
Sei que não amei e nem me amaram...
Amantes
Sentimentos (risos)
É muito bom o que sinto agora
É insano sutil e ardente
Sentimentos se misturam e me enamora
E o beijo que me estremecerá?
Estrela cadente.
Seus beijos...
Seus lábios...
Você!
(Alimento Alma Brasileira/2009)
Pássaro sem asas
Rosângela Rosa Lopes
(Rô Lopes)
Sonho
partido
Pássaro...
Sofrido
Perdeu
as asas
Não
pode voar
Sentiu
abatido...
Triste...
Sem ninho
Sem
alegria... Sem carinho
Sem
gorjear
Assim...
(Nós)
Tínhamos
asas
Navegávamos
em sonhos
Voávamos
em mares
Exalávamos
perfume...
Jasmim!
Trocávamos
olhares
Outro
horizonte...
Outros
ares.
Asas...
Pares
Inseparáveis
Ternura...
Amor
O
tempo mudou
A
brisa se foi
Fragmentou
sonhos.
No
peito...
Dor...
Tempestade
Nós...
Pássaros
sem asas...
Sobejou
saudade.
(Alimento Alma Brasileira/2009)
(Alimento Alma Brasileira/2009)
Pétalas do silêncio
Rô Lopes
Como o despetalar das flores ao vento
As horas passam lentas... Silenciosas...
Meu quarto – um mundo!
Um céu de estrelas
Espargindo luz cor de rosa
As plumas se perderam na imensidão
As brumas emudeceram
O sol tornou-se frio de repente
A lua se escondeu na nuvem de algodão
Os vaga-lumes comandam a noite
Tem espasmos de prata no chão
Há um lago onde os cisnes repousam
Dentro do meu céu
Eu na cama entre cetim rubro
Exalo perfume como rosas ao léu
Os pássaros não cantam... Dormitam
A volúpia tomou conta do ambiente
Um vulto surge na penumbra
Silhueta misteriosa que mal conheço
Aconchego-me na brisa carinhosa
a espera do beijo desejado
O silêncio cada vez mais lento
Nem ouço meu respirar...
Foi ele quem chegou...
Faceiro...
Como flocos de neve
a me beijar
Eu... Uma chama viva
Uma felina... Com jeito de menina
Serpenteando como quem fascina
Começamos a delirar...
Silêncio!
Deixe nosso corpo expressar...
Ahhh!
(Alimento Alma Brasileira/2009)
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